sexta-feira, 29 de junho de 2012



"E foi assim meu conto de fadas ao avesso. Meu final infeliz. Nossa relação era ótima, ele era um príncipe, até resolver, num passe de mágicas, virar sapo e voltar pro brejo, sem mais nem menos. Foi assim, da forma mais covarde e egoísta possível, como se eu tivesse namorando um menino de cinco anos, nosso fim numa mensagem. Mas e eu, como me desencanto? Mesmo depois de toda essa molecagem, não te esqueço. Então me conta, como eu quebro esse feitiço? Como eu boto um fim nessa maldição de te querer tanto, mesmo após sua partida infantil? Na nossa história sobravam bruxas pra te tirar de mim, mas me faltava paciência e equilíbrio. Justo, porque você não botava limites nessa gente contra a gente e eu fui, aos poucos, chegando no meu limite. Então isso é tudo que você tem pra me dizer? Que eu sou louca? Isso nunca foi nenhum segredo. Sou desequilibrada e vivo andando em cordas bambas, ser princesa também não é nada fácil, então tudo bem, sou louca, eu sei. Mas não esquece que eu também sou. Assim, sem complementos. Sou muito, sou tudo. Hoje sou alguém cheia de saudade de um menino. Amanhã, quem sabe, eu seja seu maior arrependimento. E com sapo, veja bem, não tem negociação. Não beijo, não engulo, não quero como animal de estimação. Eu sou, eu fui."

Marcella Fernanda



"Queria dizer que eu conheci homens fiéis. Já conheci românticos, sonhadores, homens que se doaram muito mais na relação. Vi homem chorar por mulheres que nunca mereceram, vi a mulherada vacilando feio, iludindo, brincando com quem não merecia. Já vacilei também, nunca fiz as coisas por mal, mas já fiz mal, ainda que sem querer. O ser humano é egoísta, independente de sexo. Pessoas usando pessoas, relações sem nenhum laço. Eu já vi homens que ignoravam as investidas de meninas lindas, por amor. Eu vi, ninguém me contou. Canso de ouvir que sou uma feminista barata, mas eu passo longe disso. Sou justa. Admiro mulheres e homens, desde que saibam se portar como mulheres e homens. Odeio hipocrisia, covardia, submissão. Odeio quem ouve um idiota falar alguma besteira na padaria, acha legal e sai repetindo isso com toda a certeza de que é uma verdade absoluta. Não defendo um sexo, defendo o amor, valores. Me dói demais ver mulheres incríveis aturando um cara grosso e idiota, que não dá a mínima pra ela, só porque ela precisar estar junto a alguém. Queria que, de alguma forma, todas entendessem que felicidade não é ser dois, é ser. Queria que todas se vissem como eu as vejo, que todas entendessem o quão são especiais e agissem de acordo com isso, pensassem que alguém estar com elas não é um favor, é sorte. Também me dói ver homens sensacionais desacreditando com facilidade da ideia de ser feliz com alguém, só porque tentou com um alguém muito errado e teve o efeito contrário. Escrevo porque, apesar dos dias difíceis, quase impossíveis, eu acho que ninguém merece viver de portas fechadas, se afundando em si mesmo e em mágoas passadas. Mulheres culpando e criticando os homens, os homens culpando e criticando as mulheres, todo mundo se fechando pra não sofrer e o amor ficando sem espaço pra entrar. Porque se fechar é uma opção, mas você se fecha pra dor e pra felicidade também, isso é uma consequência."

Marcella Fernanda

Por Marcella Fernanda



"Dizem que primeiro amor a gente nunca esquece, acho que é verdade. É bem radical, ou ele acontece tipo conto de fadas, termina com carinho e vocês viram uma linda lembrança, ou ele acontece violento, sem reciprocidade e deixando marcas pra sempre. E, grande parte da pessoa que você vai se tornar, está diretamente ligada à forma como esse primeiro amor chega e vai embora. Pois é, o meu passou longe de ser qualquer coisa relacionada com paz. Nossos tempos nunca estiveram alinhados. Eu só queria conhecer a vida ao lado dele, como uma criança, cheia de medos, amor e esperando ele me dar a mão, pra eu atravessar a rua. Ele já era íntimo da vida, queria segurar o mundo e, por isso, largou minha mão. Foi embora, mas nunca me libertou. Sempre me quis na gaiola, enquanto ele voava sem destino por aí. Voltava, me alimentava e retornava pra sua vida, que um dia havia sido nossa, feliz, e era por isso que eu continuava ali, trancada. Até que numa dessas vindas, ele me deu água, comida e mentira, aí foi demais. Me roubou tantas coisas, matou minha menina. Hoje eu também voo, porque gaiola ficou pequeno demais pra mim. Pra mim, minhas mágoas, minha repulsa, nosso fim. Agora eu atravesso as ruas sozinhas, porque a vida tá tão mais convidativa e eu já não preciso de guia turístico, banco minha felicidade sozinha. Meu primeiro amor, minha primeira decepção, meu último adeus."

Marcella Fernanda

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Engano seu achar que pode me ter quando quiser. Seu erro é se afastar e pensar que eu vou esperar você se aproximar. Independente do que eu sinto por você. Eu tenho amor próprio, e esse sempre tem que falar mais alto. Preciso amar a mim, antes de qualquer coisa. E se eu fosse você tomaria cuidado. Nessas suas idas e vindas. Uma hora você me perde, e outro alguém me ganha."


Uma indireta muito direta, agradecida.

Quem souber quem escreveu, avisa que edito aqui.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Não sei se você me entenderia, se me apoiaria, se me daria a mão e entraria nessa comigo. Honestamente, eu não sei. Eu entendo tudo que temos, valorizo tudo que fomos, que somos e que ainda seremos juntos, mas acredito muito em destino. Não que eu seja uma conformada, que ache que “o destino quis assim”, mas poxa vida, cara, eu só quero ser feliz. A gente está aqui pra ser feliz, pra viver mais leve, pra conseguir a tão sonhada paz de espírito. Eu não quero luta, briga, discussão, eu quero amor. É tão simples a gente querer amor, não é mesmo? Mas o amor vem com muita coisa por trás. O amor nunca chega sozinho. Ele traz um pouco de dor. Porque a gente não quer decepcionar o outro, de alguma forma a gente quer ser aquilo que o outro quer e espera. E, junto com tudo isso, não queremos - nem podemos - deixar de lado o nosso eu. Não dá pra se anular, viver para o outro, esquecer da individualidade e dos desejos. Porque todo mundo tem desejo, tem vontade, tem um projeto de vida. E eles podem ser diferentes, podem entrar em conflito, podem se estranhar. Por isso, a gente precisa de paciência, conversa, jogo de cintura e algum sacrifício. É, ninguém disse que uma relação é simples. A gente precisa ceder, o outro precisa ceder, um dia alguém me falou que não dava pra ter tudo. E não dá. Se desse não seria a vida. A gente pode ter o suficiente, mas tudo, tudo não. Por favor, faça isso entrar na sua cabeça que eu vou fazer entrar na minha. Vamos torcer, dar 3 pulinhos, acender uma vela, rezar para todos os santos que nem acreditamos, mas vamos fazer alguma coisa. Por mim, por você, por nós."


Quem souber de quem é, avisa e arrumo aqui.

terça-feira, 4 de outubro de 2011





Eu sei que não deveria sentir-me assim, porque não tenho direito algum sobre você. Nunca tive. Mas é que ainda não tinha me dado conta do quão profundo é tudo isso que sinto por você. Você sempre foi aquele cara que todas queriam, mas pra mim, você não passava de um cara gentil. Então fomos convivendo cada vez mais e de repente o que era apenas uma amizade, uma admiração, tornou-se algo diferente, algo mais carnal. Repentinamente, eu precisava ter você comigo para me fazer feliz. Para ser feliz.
Devido as fatalidades, nós nos afastamos e com o decorrer dos anos, esse sentimento adormeceu. E estava lá, apenas te admirando de longe, sem se aproximar, com medo de se machucar, de te amar como antes. Mas você....Ah, você tinha que ter essa fala mansa e esse jeitinho de menino comportado. Esse sorriso fácil nos lábios que a todas encanta. Eu fui me aproximando de você como quem não quer nada e você não ofereceu resistência alguma. Aceitou-me em seus braços e neles fiquei. E senti-me tão segura, tão confortável. Tão... em paz. Comigo, com você. Com o mundo. Dei-me conta de que morria de saudades de você, e questionei-me como pude aguentar tantos anos sem a sua presença na minha vida.
Assim, nos aproximamos novamente e tudo aquilo que estava guardado, com medo de sair e ve-lo ser feliz sem mim... desabroxou. E saiu correndo para seus braços que tanto sentia falta. Uma pena a sua saudade não ter sido a mesma que a minha. Erro meu ter te amado quando nunca me amou, quando fui apenas mais uma garota entra todas a milhares existentes.
Eu só queria ter sido amada por você, nem que tivesse sido ao menos um dia na sua vida. Saber e sentir que ao menos indiretamente, já pertencemos ao outro. Gostaria de ter sido o motivo dos teus sorrisos, a razão dos teus olhos brilharem, o fator que te fazia acordar e a continuar a viver. Gostaria que você sentisse a vontade de me ter, assim como eu quero te ter; que você me chamasse de minha. Você bem que poderia me entender, pois assim não estaria me machucando como agora, pois não fazes ideia do quão ferida me deixou, quando te vi com outra.

Batalha de Egos




Não adianta você dizer que não a quer mais, que o que tiveram foi só um lance passageiro. Porque você ainda a quer e sente saudades do toque macio da pele dela. Não dá para negar. O que tiveram foi único, especial.
Não adianta dizer que não se importa mais, que não o quer mais. Porque você ainda o quer, você ainda se importa e dói. Dói vê-lo vivendo a vida dele, dói vê-lo com qualquer outra que não seja você. Porque era para você estar ali ao lado dele, ajudando-o, protegendo-o. Amando-o. Como sempre fez, mesmo quando estava longe.
Mas essa batalha de egos atrapalha tudo, os impedem a esquecer do outro. Porque necessitam ter o outro consigo e não conseguem abrir mão do que tanto custaram para ter. Mas um dia, um terá que cedar. Não importa se será ela ou ele, mas a questão é que não dá para viverem sempre nesse impasse. Ainda se amam mas não querem admitir, e isso não os levará a lugar algum.
Do que adianta saber qual é o mair orgulhoso, se no final, ambos saem machucados? Vá, admita e aceite que o que tiveram foi inesquecível. Incomparável. E que tudo o que querem é reviver todo aquele sentimento.